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4 de outubro de 2010

Dez principios para a interpretação da Biblia

Texto proferido numa palestra pelo prof. Byron E. Shafer que estão transcritos originalmente no manual, Biblia, iglesia, sexualidad y familia de autoria do Dr. Robin Smith e Dr. Jorge Maldonado:

1. Deus é maior que a Biblia. Existem muitas coisas a respeito dos mistérios de Deus que não entendemos;

2. A Biblia não pode e não deve ser "desculturalizada". Textos bíblicos não tem significado fora dos contextos nos quais forma escritos e sempre nos trazem principios para nossa vida cristã;

3. O cânon estabelecido tem dimensões de adaptabilidade. A voz de Deus numa passagem em particular está no contexto da voz de Deus e de seu plano, mas revela isso de formas diversas;

4. A Bíblia é um livro plural, que não apresenta uma única imagem de Deus e de seu plano, mas revela isso de formas diversas;

5. Uma pessoa não deve se aproximar da Biblia com o proposito de utiliza-la, de justificar-se ou de atacar os outros;

6. Deve-se aproximar-se da Biblia em oração, pois nossa interpretação tem de ser dirigida pelo Espirito Santo;

7. A Biblia deve ser lida na comunidade, pois as varias interpretações do povo de Deus dão equilibrio e corrigem as interpretações individuais;

8. A pessoa deve aproximar-se da Biblia com honestidade e humildade, com abertura e uma busca genuina de significado e uma identificação não só com os herois, mas tambem com os perversos;

9. A Biblia deve ser lida teologicamente, antes de moralmente. O leitor precisa partir do plano redentor de Deus, reconhecendo que Ele escolhe livremente pessoas em sua condição de pecado e continua operando por meio delas, quando ainda são pecadoras. Assim o leitor vai encontrar no texto ajuda moral, reconhecendo que os personagens bíblicos são espelhos de identidade e não modelos de moralidade. Pecadores como nós, sustentados pela graça de Deus.

10. A realidade concreta na qual debatem-se as situações morais é, muitas vezes, ambigua, tornando dificil a escolha entre a graça e o juizo de Deus. O tempo e o contexto podem nos ajudar. Em geral as mensagens de graça são dirigidas aos fracos e oprimidos, enquanto as mensagens de juizo são dirigidas aos fortes e seguros.

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