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21 de dezembro de 2010

A Espiritualidade no sexo

“O fato dos seres humanos serem, em sua essência, profunda e pessoalmente identificados com a sua sexualidade faz com que a questão da santidade sexual esteja intimamente ligada à integridade espiritual. Por boas razoes, os antigos e muitas pessoas envolvidas com a Nova Era hoje consideram a experiência sexual como essencialmente religiosa. Ela inclui anseio, fome por união, abandono e êxtase (literalmente tirar uma pessoa “para fora de sua existência”).


Quando Deus criou a humanidade, ele a fez homem e mulher à sua imagem. O próprio Deus é uma comunidade de amor – Pai, Filho e Espírito Santo. Para expressar em linguagem humana o mistério dessa união, Agostinho descreve Deus como Amante, Amado e o Próprio Amor. Assim, por incrível que possa parecer Deus ama Deus.


Mas porque Deus é amor, ele fez uma criatura que jamais poderia ser como Deus ou refletir sua natureza sem se relacionar. Deus criou este desejo básico pelo outro a fim de que sabermos que não fomos feitos para viver individualmente e em isolamento, mas em comunidade. Homens e mulheres por si mesmos, que sejam casados ou solteiros, não são imagem de Deus, mas somente homens em relação a mulheres e mulheres em relação a homens. Somos como Deus em nossa necessidade de sermos pessoas em comunhão sem perdermos a nossa identidade. O desejo sexual expressa a imagem e semelhança de Deus dentro de nós.


A união para a qual somos atraídos não é o impulso de unir-se – torna-se um com o outro de modo que a nossa identidade se perca, como uma gota d’agua no oceano. Ao contrario, trata-se de um apetite por uma comunhão, imersão mutua, uma unidade obtida não a despeito da diversidade, mas por causa dela. A relação sexual é um forte símbolo disso – a penetração mutua de pessoas. Eu enfatizo pessoas porque não fazemos sexo com corpos, mas com pessoas como um todo.


O ato sexual é tão profundo e significativo na vida que o nosso Deus infinitamente sábio criou um único contexto para a sua completa expressão: uma aliança vitalícia desfrutada na companhia mutua do matrimonio.


Todas as relações interpessoais são necessariamente arriscadas e serias. O entregar-se um ou outro de corpo e alma, raramente é algo isento de perigos... Quer saibamos ou não, quando somos sexualmente ativos, votamos com a nossa genitália em prol de nossa própria substituição ou morte. Sexo seguro é uma autoilusão de almas superficiais."

Retirado do livro “ A espiritualidade na pratica” R Paul Stevens

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