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25 de fevereiro de 2011

Humildade, a virtude dos felizes

A humildade é a decima primeira virtude apresentada por Comte-Sponville. Talvez essa seja a virtude mais controversa especialmente na sociedade atual. Quem hoje em dia considera humildade uma virtude? Ou qual é o conceito real de humildade?

Para o autor a “humildade não é a depreciação de si, ou é uma depreciação sem falsa apreciação. Não é ignorância do que somos, mas, ao contrário, conhecimento, ou reconhecimento, de tudo o que não somos.” Esse é sem dúvida o ponto chave da questão. Aqueles que conseguem chegar no mais profundo (re) conhecimento da sua insignificância dentro do universo em que habita, vai conseguir praticar a humildade no seu sentido real.

O conceito de humildade apresentado por Jesus não é contradiz o que diz Comte-Sponivlle mas vai alem quando coloca a humildade como virtude daqueles que reconhecem a necessidade do outro, e se mostra como um ser dependente em oposição aos auto-suficientes. O humilde de espírito segundo Jesus é aquele que reconhece não ter nada seu para oferecer pois tudo que tem é fruto de uma somatória de fatores nem sempre (na maioria das vezes) fruto do seu puro esforço. Ser humilde de espírito é reconhecer que somos o resultado da influencia de varias pessoas e situações sem as quais não poderíamos ser quem somos. Daí não haver justificativa para se achar superior a qualquer outra pessoa.

É interessante pensar que Jesus colocou a humildade como uma das bem-aventuranças. Ou seja, ela é uma das premissas para alcançarmos a verdadeira felicidade. Se pensamos que nem o fato de estamos vivos pertence à nossa própria capacidade teremos que admitir que é uma grande tolice resistir à essa virtude, mesmo que parece um tanto démodé.

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