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25 de abril de 2011

Lições de vida por Regina Bretti

Estas lições de vida rolam pelo meu email há algum tempo. Então resolvi fazer uma pesquisa sobre o assunto e descobri algumas coisas interessantes. De fato elas foram escritas por um colunista americana chamada Regina Brett. Mas ao contrario do que é divulgado em alguns emails ela não tem 90 anos. Ela escreveu inicialmente 45 lições de vida para comemorar seus 45 anos. O sucesso foi tanto que ao completar 50 ela acrescentou mais 5 lições e ja transformou estas liçoes em um livro chamado "God never blinks" que parece ainda não ter tradução para o portugues. Seguem então as famosas e preciosas lições. No final da postagem está o link para o blog da autora:
1. A vida não é justa, mas ainda é boa.
2. Quando estiver em dúvida, apenas dê o próximo pequeno passo.
3. A vida é muito curta para perdermos tempo odiando alguém.
4. Não se leve tão a sério. Ninguém mais leva.
5. Pague suas faturas de cartão de crédito todo mês.
6. Você não tem que vencer todo argumento. Concorde para discordar.
7. Chore com alguém. É mais curador do que chorar sozinho.
8. Está tudo bem em ficar bravo com Deus. Ele agüenta.
9. Poupe para a aposentadoria, começando com seu primeiro salário.
10. Quando se trata de chocolate, resistência é em vão.
11. Faça as pazes com seu passado, para que ele não estrague seu presente.
12. Está tudo bem em seus filhos te verem chorar.
13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem idéia do que se trata a jornada deles.
14. Se um relacionamento tem que ser um segredo, você não deveria estar nele.
15. Tudo pode mudar num piscar de olhos; mas não se preocupe, Deus nunca pisca.
16. A vida é muito curta para longas pequenas disputas. Mantenha-se ocupado vivendo ou mantenha-se ocupado morrendo.
17. Voce pode fazer tudo, se começar hoje.
18. Um escritor escreve. Se voce quer ser um escritor, escreva.
19. Nunca é tarde demais para se ter uma infância feliz. Mas a segunda só depende de você e mais ninguém.
20. Quando se trata de ir atrás do que você ama na vida, não aceite "não" como resposta.
21. Acenda velas, coloque os lençóis bonitos, use a lingerie elegante. Não guarde para uma ocasião especial. Hoje é especial.
22. Se prepare bastante; depois, se deixe levar pela maré...
23. Seja excêntrico agora, não espere ficar velho para usar roxo.
24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.
25. Ninguém é responsável pela sua felicidade, além de você.
26. Encare cada "chamado" desastre com essas palavras: Em cinco anos, vai importar?
27. Sempre escolha a vida.
28. Perdoe tudo de todos.
29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.
30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo.
31. Indepedentemente de a situação ser boa ou ruim, irá mudar.
32. Seu trabalho não cuidará de voce quando voce ficar doente. Seus amigos sim. Mantenha contato.
33. Acredite em milagres.
34. Deus te ama por causa de quem Ele é, não pelo que voce fez ou deixou de fazer.
35. O que não te mata, realmente te torna mais forte.
36. Envelhecer é melhor do que morrer jovem.
37. Seus filhos só têm uma infância. Torne-a memorável.
38. Leia os Salmos. Eles abrangem todas as emoções humanas.
39. Saia todos os dias. Milagres estão esperando em todos os lugares.
40. Se jogássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos os de todo mundo, pegaríamos os nossos de volta.
41.Não faça auditoria de sua vida. Apareça e faça o melhor dela agora.
42. Se desfaça de tudo que não é útil, bonito e prazeroso.
43.Tudo o que realmente importa, no final, é que você amou.
44. Inveja é perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.
45. O melhor está por vir.
46. Não importa como você se sinta, levante, se vista e apareça.
47. Respire bem fundo. Isso acalma a mente.
48. Se voce não perguntar, voce não saberá.
49. Produza.
50. A vida não vem embrulhada em um laço, mas ainda é um presente

Original em ingles: http://www.reginabrett.com/life_lessons.php

11 de abril de 2011

O dia mais belo

O dia mais belo: hoje
A coisa mais fácil: errar
O maior obstáculo: o medo
O maior erro: o abandono
A raiz de todos os males: o egoísmo
A distração mais bela: o trabalho
A pior derrota: o desânimo
Os melhores professores: as crianças
A primeira necessidade: comunicar-se
O que traz felicidade: ser útil aos demais
O pior defeito: o mau humor
A pessoa mais perigosa: a mentirosa
O pior sentimento: o rancor
O presente mais belo: o perdão
O mais imprescindível: o lar
A rota mais rápida: o caminho certo
A sensação mais agradável: a paz interior
A maior proteção efetiva: o sorriso
O maior remédio: o otimismo
A maior satisfação: o dever cumprido
A força mais potente do mundo: a fé
As pessoas mais necessárias: os pais
A mais bela de todas as coisas: O AMOR!!!

Madre Tereza de Calcutá

5 de abril de 2011

Pureza, a virtude que viabiliza o verdadeiro amor

Para Comte-Sponville a pureza é uma virtude porque faz as vezes do amor, a virtude suprema. Ela existe cada vez que o amor dá provas de desinteresse.

"Nada é puro ou impuro por si. A mesma saliva faz a cusparada ou o beijo; o mesmo desejo faz o estupro ou o amor.
A pureza não é absoluta, a pureza não é pura: a pureza é uma certa maneira de não ver o mal onde, de fato, ele não se encontra. O impuro vê o mal em toda parte, e tem prazer nele. O puro não vê o mal em parte alguma ou, antes, apenas onde ele se encontra, onde o sofre: no egoísmo, na crueza, na maldade… É impuro tudo o que se faz de má vontade, ou com vontade má. É por isso que somos impuros, quase sempre, e é por isso que a pureza é uma virtude: o eu só é puro quando está purificado de si.
Ao contrário, “amar puramente é aceitar a distância”, em outras palavras, a não-posse, a ausência de poder e de controle, a aceitação alegre e desinteressada. “Você será amado”, dizia Pavese, “no dia em que puder mostrar sua fraqueza sem que o outro se sirva dela para afirmar sua força.” Era querer ser amado puramente, em outras palavras, ser amado.
Há o amor que toma, é o impuro. Há o amor que dá ou que contempla, é a pureza. Amar, amar de verdade, amar puramente não é tomar: amar é olhar, é aceitar, é dar e perder, é regozijar-nos com o que não podemos possuir, é regozijar-nos com o que nos falta, com o que nos faz infinitamente pobres, e é o único bem, e é a única riqueza.
O mal não está em amar a si, mas em amar somente a si, está em ser indiferente ao sofrimento do outro, a seu desejo, à sua liberdade, está em mostrar-se disposto a fazer mal ao outro para se fazer bem, em humilhá-lo para agradar a si, em querer desfrutá-lo em vez de amá-lo, em desfrutar em vez de se regozijar, portanto, ou em só se regozijar com seu próprio gozo e, também nesse caso, só amar a si…Amar o outro como um objeto, pois, querer possuí-lo, consumi-lo, desfrutá-lo, como se gosta de uma carne ou de um vinho, em outras palavras, amar apenas para si: é Eros, o amor que toma ou que devora, e Eros é um deus egoísta. Ou amar o outro, verdadeiramente, como um sujeito, como uma pessoa, respeitá-lo, defendê-lo, ainda que contra o desejo que se tem dele: é Philia ou Ágape, o amor que dá e que protege, o amor de amizade, o amor de benevolência, o amor de caridade, se quisermos, o puro amor – aí estamos – e a única pureza, e o único deus.
O que é o puro amor? Fénelon disse-o claramente: é o amor desinteressado, como o que temos por nossos amigos, ou deveríamos ter. O amor “sem nenhuma esperança”, como ele também diz, o amor libertado de nós mesmos em suma, o que são Bernardo chamava “um amor sem mácula nem mesclado de procura pessoal”: é o próprio amor e a pureza dos corações puros.
O puro é aquele que dá prova de desinteresse, aquele que se dá por inteiro a uma causa, sem buscar nem o dinheiro nem a glória, a pureza, em todos esses casos, é o contrário do interesse, do egoísmo, da cobiça, de toda a sordidez do eu. A pureza é pobreza, despojamento, abandono. Ela começa onde cessa o eu, aonde ele não vai, aonde ele se perde. Digamos numa fórmula: o amor puro é o contrário do amor próprio.
A pureza é o amor sem cobiça. Assim, amamos a beleza de uma paisagem, a fragilidade de uma criança, a solidão de um amigo e, às vezes, até mesmo aquele ou aquela que todo nosso corpo continua, no entanto, a cobiçar. Não há pureza absoluta, mas também não há impureza total ou definitiva."

Pequeno tratado das grandes virtudes